Espero a resposta na hora do café! Ou A batalha de João Dória, o pêra, Rei dos paulistanos!

Acompanho com curiosidade o embate entre o prefeito de São Paulo, João Dória, com os pichadores, grafiteiros e demais artistas de rua. João começou o mandato de forma histriônica. Vestido como gari, brocha na mão, cobriu com tinta cinza os muros da cidade. Logo veio o carnaval, e o carnaval não perdoa: A cruzada do prefeito contra os pichadores inspirou algumas marchinhas, como “Eu pinto em cima” e a excelente “De brocha na TV”.
As marchinhas são nossa forma mais autêntica de fazer bullying com os políticos. A prática não é de hoje como mostra o livro do pesquisador Miguel Ângelo Azevedo, A história cantada no Brasil em 78 rotações.
Logo no Início da República uma marchinha fazia troça com nosso primeiro presidente, o Marechal Deodoro da Fonseca:

“Fui ao Campo de Santana,
Beber água na cascata,
Encontrei o Deodoro,
Dando beijo na mulata”

No carnaval de 1909 uma outra marchinha brincava com o grupo de bajuladores que rodeava o senador Pinheiro Machado. Sua casa no alto do Cosme Velho era local de reunião de políticos conservadores. Como Machado era do Rio Grande do Sul, não abria mão de tomar o chimarrão. Conta a lenda que um dos seus bajuladores, na pressa em repor a água quente de sua cuia, teria pego a chaleira pelo bico, queimando a mão e virando piada no carnaval:

“Iaia me deixa subir essa ladeira,
Que eu sou do grupo que pega na chaleira…”

Mais pra frente, em 1921, Freire Júnior e Luiz Nunes Sampaio compuseram a marcha “Ai, seu Mé”, que era um dos apelidos de Artur Bernardes (o outro era Rolinha). Nela brincavam com a preferência popular por Nilo Peçanha, que era de Campos dos Goitacazes e tinha acabado de perder a disputa à presidência para Bernardes.

“Zé-povo quer a goiabada campista
Rolinha, desista, abaixe essa crista
Embora se faça uma bernarda a cacete
Não vais ao Catete!
Não vais ao Catete!”

Por mais inocente que fosse, a marchinha resultou em um pedido de prisão dos compositores. Freire Júnior foi para a cadeia e Luiz Nunes Sampaio conseguiu fugir. Nem todo político lida bem com o bullying, como exemplifica o caso de Luís-Filipe de Orleans, o pêra, Rei dos franceses.
A conversão de Luís Filipe em uma pêra (também conhecida como a “perificação do Rei”) começou em 14 de novembro de 1831. O ilustrador Charles Philipon enfrentava julgamento em Paris por “ultrajes cometidos contra o Rei” através de desenhos publicados em seu jornal satírico La Caricature, que mostravam o monarca como um pedreiro, cobrindo com argamassa os slogans da revolução que um ano antes havia destituído o Rei Carlos X e elevado Luís-Filipe ao poder. A mesma revolução que serve de pano de fundo para Os Miseráveis, do Victor Hugo.
A defesa de Philipon foi engenhosa. Ele argumentou que, apesar da caricatura em questão parecer o Rei, não havia como se provar que era de fato o Rei. O crime de lesa-majestade não é provado até que seja demonstrado, acima de qualquer dúvida razoável, que a pessoa que está sendo ridicularizada é de fato o Rei. A posição de Phillipon era de que as aparências não fornecem a certeza absoluta de que o Rei era de fato o personagem da sua ilustração. Afinal, os sinais da monarquia, insígnias, brasões, cetros, que definem o Rei de forma inequívoca, estavam ausentes de seu desenho. A mera semelhança física não seria suficiente para ligar a imagem à pessoa.
Para trazer a discussão para um terreno que ele conhecia bem, o ilustrador fez na frente da corte quatro esboços que passavam progressivamente de um retrato de Luís-Filipe para um desenho de uma pêra. Os quatro esboços funcionaram muito bem: o primeiro parecia Luís-Filipe, o segundo parecia com o primeiro, o terceiro com o segundo, o quarto com o terceiro. No entanto, o quarto não se parecia nada com o primeiro. O quarto desenho, definitivamente, não era o Rei, era uma pêra! A menos que o tribunal reconhecesse que a identidade real é estabelecida apenas pelos sinais inequívocos associados à monarquia, teria que processar todos que desenham frutas inofensivas: a identidade não pode ser dada apenas por semelhança física, ela vai além disso e exige símbolos específicos, e nenhum sistema jurídico que se preze poderia ignorar essa distinção.
Dez dias após seu julgamento, em 24 de novembro de 1831, já absolvido, Philipon publicou seus desenhos feitos no tribunal em seu jornal, e a associação do Rei com a pêra foi instantânea. Curiosamente, ao desenhar a transformação do Rei em uma pêra, o argumento de Philipon não era que Luís-Filipe parecia uma pêra, mas precisamente o contrário, que ele não se parecia com uma! O que ele queria dizer era que a semelhança estava inteiramente no olho do observador, que as aparências físicas são tão indignas de confiança que quaisquer objetos podem ser desenhados de forma a se parecerem, mesmo um rei e um pedaço de fruta.
Mas já era tarde! Em toda a França, desenhar uma pêra, segurar uma pêra, até mesmo dizer “pêra” tornou-se um ato de piada com o Rei. Para o resto do reinado de Luís-Filipe, a pessoa do rei e a forma da pêra eram um ser único e indivisível. A pêra de Philipon apoderou-se da França com uma velocidade vertiginosa. De acordo com o livro Histoire de la caricature moderne, quatro meses após a perificação de Luís-Filipe, essa já era a “piada nacional da França”. Em novembro, Sebastien Peytel, assinando como “Louis Benoit, jardineiro”, publicou um livro chamado Physiologie de la poire, que se esgotou em dias. O livro, para quem o lê hoje, parece ser totalmente surreal. Uma mistura de manual de agricultura, com imagens aleatórias envolvendo pêras e um texto que embora se pretenda sério, a todo momento faz piadas com o Rei. Mas para o francês da época, que sabia muito bem que “a pêra era o Rei” e “o Rei era a pêra”, o livro faz todo sentido. Peytel termina dessa forma o livro: “Fechamos agora essa dissertação sobre a pêra, que talvez tenha sido longa demais, e a coroamos com as abençoadas palavras CES’T FINI”. A dissertação sobre a pêra e o reinado de Luís-Filipe eram a mesma coisa. Peytel sugeria que o reinado já era longo demais, e que deveria finalmente chegar ao fim. Alguns anos mais tarde Peytel seria condenado à morte pelo assassinato de sua própria esposa. A pena foi considerada pesada demais pela sociedade francesa (vale lembrar que as mulheres não tinham tantos direitos assim na França do século XIX) e houve inúmeras tentativas de conseguir junto ao Rei uma comutação para penas mais brandas. A irredutibilidade do monarca é ainda hoje creditada ao fato de Peytel ter publicado seu livro, e a pena foi cumprida à risca. Como anda não havia o Estado Islâmico, os humoristas franceses do século XIX eram mortos pelo próprio Rei.

Rei_pera
Os quatro esboços responsáveis pela “perificação do Rei Luís-Filipe”, feitos durante o julgamento do ilustrador Charles Philipon e publicados em seu jornal La Caricature.

A essa altura as pêras estavam em todo lugar. Toda a França, mas especialmente as grandes cidades eram cravejadas de desenhos de pêras, cartazes de pêras, pinturas de pêras, nos muros, postes, casas. Stendhal vivia exatamente nessa época, e deixou um relato interessante do estado das coisas em seu livro Lucien Leuwen: um oficial, a mando do Rei se desloca até Nancy, e aonde quer que vá as pessoas, “até mesmo crianças” fazem graça com ele com “uma pêra ou outro símbolo sedicioso”. O inusitado da situação levou o Rei a uma atitude dura: adotou novas leis proibindo que se imprimisse qualquer desenho, texto ou referência a pêras. Mandou que se arrancassem os cartazes, e que se pintassem os muros que tivessem pêras desenhadas.
O periódico Parisiense Le Charivari enfrentou, em virtude das novas leis, uma situação bizarra: ao solicitar aos censores que aprovassem o desenho de uma senhora com alguns animais, onde se incluía um coelho, os censores viram uma semelhança perigosa entre este e uma pêra. De acordo com eles, o coelho era como uma pêra na qual alguém tivesse colocado orelhas. A equipe do Le Charivari redesenhou a charge, retirando o coelho subversivo e re-submetendo o desenho ao crivo dos censores. Após considerar de forma pormenorizada a questão, a equipe de juízes decidiu por vetar o desenho mais uma vez, alegando que apesar do coelho ter sido retirado, havia no canto uma jarra que se parecia bastante com o coelho, que por sua vez se parecia com uma pêra onde alguém houvesse posto orelhas. Esse era o nível da situação na França nos anos 1830.
Mas não é qualquer pêra que serviria para realizar a perificação de Luís-Filipe. O gênero Pyrus se originou no chamado período terciário, entre 55 e 65 milhões de anos atrás nas regiões montanhosas da China. Partindo daí teria lentamente se disseminado até terras mais baixas, embora sempre com a condição de possuírem climas amenos. Existem vestígios arqueológicos de folhas do gênero Pyrus em algumas localidades da Europa Oriental e do Cáucaso, todos muito antigos, de milhões de anos. Uma planta tão antiga e com tanto apelo para a alimentação não passou despercebida. A primeira menção a pêras na Europa foi feita por Homero. Na Odisséia fica claro que as pêras já eram cultivadas na Grécia há pelo menos 3000 anos atrás. Homero se refere a ela como um “dom de Deus”. Teofrasto (371- 287 aC), também grego, fez importantes observações sobre a pêra, distinguindo as formas silvestres das cultivadas e sugeriu que genótipos domesticados recebessem um nome especial. Ele é o primeiro que relatou uma característica importante das pêras, que as aproximam muito da maçã. Ambas “perdem o caráter de sua espécie e produzem tipos degenerados” quando são propagadas a partir das sementes. Assim como a maçã (sobre as quais eu já falei nesse blog no texto “Todas as nações são bem vindas, exceto…”), pêras apresentam enorme variabilidade genética entre uma geração e outra. Sementes de pêras suculentas e doces não possuem qualquer garantia que darão origem a pêras igualmente gostosas. Por isso pêras são frequentemente cultivadas através de enxertia.
De acordo com o Dictionary of Cultivated Plants and Their Centres of Diversity, há dois centros de domesticação do género Pyrus. Na china, onde nasceu a pêra asiática (Pyrus pyrifolia), crocantes, com uma textura que lembra a da maçã, e no Oriente Médio e nas montanhas do Cáucaso, onde hoje são a Geórgia e o Azerbaijão, berço da pêra Européia (Pyrus communis), com a polpa mais macia e suculenta.
Outra importante diferença entre as duas espécies domesticadas está na forma do fruto. A espécie européia possui a forma típica de pêra, com a base larga e o topo curto. Foi a forma usada pelo cartunista francês para fazer a perificação do monarca. Já pêras asiáticas são redondas, muito parecidas com maçãs.
Quando eu Morava na Bélgica e trabalhava no VIB (Instituto de Biotecnologia de Flandres) tinha um colega chamado Wannes que era um excelente hortelão. Ele cultivava todo tipo de planta comestível (curiosamente as flores não tinham lugar em seu jardim, ele só se interessava por plantas alimentícias), mas tinha claramente um amor especial pelas pêras. De fato a Bélgica é um grande centro de produção e melhoramento de pêras. Ali, durante o século XVII se desenvolveram diversos cultivares que ficaram famosos e são patrimônio nacional (sempre lembrados pelo Waanes): a pêra Manteiga do Bosque, a pêra Manteiga de Anjo e o maior dos orgulhos belgas, a pêra Beleza Flamenga.
Wannes possuía uma verdadeira relíquia em seu quintal: uma única árvore que produzia os dois tipos domesticados de pêra. Tinha sido seu primeiro experimento em enxertia e dava pra ver que ele de fato levava jeito para a coisa. Cuidadosamente, seguindo instruções da internet, ele tinha conseguido agregar ramos de uma árvore de pêra asiática e de uma árvore de pêra européia usando uma muda de limoeiro como porta-enxerto. Anualmente ele tinha o privilégio de ter, ao alcance das mãos, os dois tipos de pêra domesticados vindos de uma mesma árvore! Certo dia, durante a sagrada pausa para o café que havia no VIB, ele trouxe uma pêra de cada tipo. Tivemos uma longa discussão sobre elas, buscando os motivos da diferença nos formatos entre as duas espécies. Certamente havia uma base genética por trás daquilo, mas qual? E mais: o que teria motivado a seleção, durante o processo de domesticação, de pêras com formato diferente? Wannes comentou ainda que ele possuía em seu quintal um tomateiro que dava tomates com formato de pêra. Será que havia uma base genética comum entre pêras e aqueles tomates que justificasse suas formas características? A conversa terminou de forma abrupta. Sem termos alcançado nenhuma certeza científica, sem novos argumentos e pressionados pelo acúmulo de trabalho, voltamos cada um para seu laboratório.
Na manhã seguinte encontro em frente ao meu computador um tomate com formato de pêra e uma cópia do artigo The Genetic, Developmental, and Molecular Bases of Fruit Size and Shape Variation in Tomato. No rodapé do artigo, um recado do Wannes: “I found this paper. Maybe it can solve the mistery, but I dont have time to read it now! I expect the answer by coffee time! Enjoy!” (Eu encontrei esse artigo. Talvez ele possa solucionar a questão, mas eu não tenho tempo para lê-lo hoje! Eu espero uma resposta na hora do café! Divirta-se!)
O artigo falava de um gene, chamado OVATE, que foi identificado em tomates. Mais especificamente na variedade de tomate que o Wannes tinha colocado na minha mesa, e que ele também crescia na sua horta. Nessa variedade de tomate o gene OVATE apresenta uma mutação que faz com que seja expressa uma versão truncada, não funcional desse gene. Essa única alteração no DNA era capaz de mudar de forma dramática a aparência do tomate, deixando pra trás o formato arredondado e passando a se parecer muito com uma pêra.
O desafio proposto pelo Wannes me consumiu a manhã inteira de trabalho. Se quisesse ter a resposta do por que pêras asiáticas e europeias possuem formato diferente até a hora do café, lá pelas três da tarde, eu tinha que me dedicar. Pesquisando artigos onde a genética das duas espécies eram comparadas, e o genoma recém publicado de pêras europeias (The Draft Genome Sequence of European Pear) descobri que as diferenças genéticas entre as duas espécies domesticadas de pêra são muito grandes. E uma dessas diferenças era exatamente a presença do gene OVATE mutado em pêras européias.

Um tomate com formato de pêra, e ao lado pêras européias e asiáticas. Uma mutação no gene OVATE fez com que surgisse o formato de pêra que conhecemos hoje. Essa mutação está presente nas pêras européias e no tomate com forma de pêra, mas não em pêras asiáticas.

Em algum momento do processo de domesticação da pêra, populações européias se depararam com frutas alteradas, resultado de uma mutação aleatória no gene OVATE. As frutas não eram mais redondas. Tinham adquirido o formato tão marcante de pêras que conhecemos até hoje. É claro que muitas outras características estavam surgindo nas pêras durante sua domesticação. O formato é apenas uma delas, junto com uma polpa mais macia, mais suculenta e outros aspectos que diferenciam pêras européias e asiáticas. Mas a seleção de frutas com formato diferente é fascinante para mim.
Passei muito tempo pensando nisso. É difícil imaginar o impacto de uma alteração na forma para a planta. O surgimento do “pescoço” na fruta pode ter feito com que pêras tivessem menos probabilidade de cair prematuramente dos galhos. Ou talvez morcegos e outros pássaros dispersores tenham pela primeira vez conseguido, devido à parte mais fina da fruta, carrega-las por mais tempo, garantindo uma distribuição das sementes por uma área maior. Mas é mais provável que a seleção tenha mesmo sido obra de humanos. Porque os agricultores primitivos que se depararam com essa diferença decidiram selecioná-la? Só podemos especular, mas é possível que uma alteração que desse as pêras um formato tão característico, distinto de qualquer outra fruta, possa ter sido interpretada como uma vantagem para esses agricultores primitivos. Pensando bem, pode ser de grande utilidade ser capaz de diferenciar tipos de frutas à distância. Ou talvez tenha sido uma escolha baseada simplesmente na beleza da fruta. Seu formato inusitado pode ter interessado as populações que entraram em contato com as primeiras pêras mutadas. Independente dos motivos que levaram à seleção de pêras européias, a mutação no gene OVATE permitiu, milhares de anos depois de ter acontecido, que o cartunista Charles Philipon escapasse da cadeia, e deu início à um dos mais famosos casos de bullying político da história.
Luís-Filipe decidiu eliminar da vida francesa, nos anos 1830, qualquer referência à pêra. Sentia-se injustamente vítima de bullying e impôs uma censura muito rígida. Já nessa época era comum que a população se manifestasse através dos muros, e os muros da França, que a mando do Rei foram repintados, eram lotados de pêras para todo lado. Luís-Filipe o fazia para escapar da troça pública, imaginando que apagando os desenhos apagava também o que passava na cabeça das pessoas. É compreensível! João Dória, quase dois séculos depois, trava sua própria cruzada contra o grafite. O que ele deseja não é escapar de um julgamento maldoso, ou evitar piadas caricaturais; o que o motiva é um conceito estético do que deve ser a cidade: um lugar limpo, acético, estéril. O prefeito apaga os grafites de São Paulo por razões opostas às do Rei Luis-Filipe. O Rei mandou apagar as pichações porque se importava com o que elas retratavam, via nelas algum valor e as reconhecia como manifestação da opinião popular. Dória, por sua vez, o faz porque não dá a elas nenhum valor, classificando-as sob o selo genérico de “vandalismo”. Enquanto Luis-Filipe não aceitava o que os muros lhe diziam, João Dória sequer reconhece que eles dizem alguma coisa. Sem querer dar à questão mais atenção do que ela merece, vou sentir falta, quando visitar novamente São Paulo, das paredes pichadas que tão bem combinavam com a turbulência, com o movimento e o caos de uma metrópole tão sedutora e dinâmica. Por fim, só me resta desejar boa sorte a João Dória, o pêra, Rei dos paulistanos!

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One thought on “Espero a resposta na hora do café! Ou A batalha de João Dória, o pêra, Rei dos paulistanos!

  1. Realmente é muito sinistro tudo que está acontecendo em tão pouco tempo no Brasil. Ainda assim, esses casos paulistanos são mais risíveis. Eu também escrevi sobre o Dória, e suas fantasias e populismos. Eu publiquei um comentário de uma mulher do Rio, bizarro, o que tornou esse lado do Dória ser uma atitude até plausível na sociedade brasileira que conhecemos.

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